Sindifisco Nacional inicia 2020 contra o ponto eletrônico

Fonte: site do Sindifisco Nacional, escrita por Aline Matheus

 

No primeiro dia útil do ano, o presidente do Sindifisco Nacional, Kleber Cabral, e diretores do sindicato visitaram unidades da Receita Federal, em Brasília, acompanhados de Auditores-Fiscais de várias cidades do país, com o objetivo de convocar a classe a não se submeter ao ponto eletrônico.

A Direção Nacional reuniu-se com os Auditores da Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana), do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros (Cetad) e da Coordenação-Geral de Arrecadação e Cobrança (Codac).

Embora prevista a implementação do projeto piloto do ponto eletrônico em Brasília para dia 2 de janeiro, o sistema não entrou em operação. Não houve nenhuma orientação por parte da Administração da RFB, nem da Secretaria de Gestão Corporativa (SGC).

Diante da indefinição, a Direção Nacional apresentou neste primeiro momento um termo de compromisso para que os filiados de Brasília registrem a não aceitação do controle de ponto eletrônico, por ser incompatível com a natureza do cargo e atribuições privativas dos Auditores-Fiscais.

“Esperava que esse problema já tivesse sido equacionado. Mas até agora nada foi publicado. Diante disso, queremos pedir o engajamento de todos contra esse controle de ponto. É preciso articular uma ‘desobediência coletiva’, com união e coesão dos Auditores-Fiscais”, propôs Kleber Cabral.

Indignação – Nas duas reuniões, muitos Auditores manifestaram indignação em relação ao ponto eletrônico, que é considerado um entrave ao trabalho de natureza intelectual e um rebaixamento do cargo, que no futuro pode ter consequências financeiras.

Os filiados também destacaram que a Receita já tem uma série de formas de mensurar a produtividade, metas e métricas previamente definidas, e que não faz sentido obrigar que o Auditor fique amarrado ao registro dos horários nas unidades da Receita, tendo muitas vezes que retornar de reuniões no Congresso Nacional ou na Casa Civil, por exemplo.

“Peço que vocês repassem essa nossa conversa para os colegas que estão de recesso e convençam os chefes a abraçarem essa causa. Precisamos que a Administração perceba que se trata de uma posição uníssona dos Auditores-Fiscais, para que tenhamos força”, concluiu o presidente.

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